Movimento Pró-Democracia

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25 de mar. de 2011

Indio confirma saída do DEM e diz que ainda não decidiu novo partido


O ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), Indio da Costa, confirmou na manhã desta quinta-feira, pelo Twitter, que está saindo do DEM.

"Saio do DEM para permanecer com as mesmas ideias: democracia começa no partido, não pode ser apenas discurso", afirmou ele a seus seguidores.

Indio já havia acusado o ex-presidente do DEM Rodrigo Maia e seu pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, de controlarem o DEM do Rio de Janeiro como "um cartório" e limitarem os seus movimentos.

Nesta manhã, questionou um internauta: "Você aceitaria que interviessem no diretório municipal do seu partido, sem garantir eleição interna?".

Indio não confirmou, porém, que seu destino seja o PSD, partido que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Como não ocupa cargo eletivo atualmente, ele pode ir para qualquer partido, não correndo risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

"Não decidi para onde vou. A fidelidade partidária é para quem tem mandato, eu não tenho", escreveu.

A intenção do ex-deputado federal é concorrer à Prefeitura do Rio, em 2012.

19 de mar. de 2011

Kassab afirma que ‘postura errática' do DEM o fez criar novo partido

Prefeito diz que nova legenda deve ser criada nos próximos meses.

Senador José Agripino afirma que DEM defende os interesses do cidadão.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou na manhã deste sábado (19) que a maneira como o Democratas age com relação ao governo federal foi o que o motivou a criar uma nova legenda. Durante vistoria a um piscinão na Penha, Zona Leste da capital paulista, Kassab afirmou que considera errada a forma como o DEM vem sendo gerido.

"[O que me motivou a sair] foi a postura errática [do DEM] de ser contra qualquer polí­tica pública que seja apresentada no plano federal", afirmou. O senador José Agripino (RN), novo presidente do DEM, rebateu as afirmações de Kassab. "Como um partido de oposição, somos contra os erros do governo. Defendemos os interesses do cidadão. Com essa declaração, ele deve estar se aproximando do governo [federal]", disse, por telefone.

O Partido Social Democrático (PSD), como será chamada a nova legenda, deve ser criado nos próximos dois meses. Nesse período, Kassab continuará filiado ao DEM. De acordo com o prefeito, o PSD tem como objetivo "acelerar a correção das desigualdades sociais do país". "É um partido que sabe que o importante é ter investimentos para o desenvolvimento. (...) É um partido que tem uma posição clara de centro, mas evidentemente procurando conviver com todos os partidos que têm uma sintonia com as diretrizes já estabelecidas."

Kassab afirmou que lideranças de nove estados já estão articuladas para a filiação ao PSD. Ele, porém, não precisou quais estados nem quais políticos devem participar da nova legenda. A meta é que essas lideranças já possam concorrer nas próximas eleições municipais, em 2012.

Questionado a respeito de seus sucessores na administração da capital paulista, ele afirmou que fez convite a três pessoas: "Convidei já o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que não quer ser candidato, convidei o secretário Eduardo Jorge, do Verde e Meio Ambiente, que também não quer ser candidato, e convidei também o secretário Francisco Luna, que também não quer ser candidato. Meu esforço nos próximos meses é de tentar convencer um desses três para assumir a candidatura."

Fonte: G1

18 de mar. de 2011

Arruda diz ter dado ''ajuda financeira'' à cúpula do DEM

Ex-governador afirma em entrevista à revista ''Veja'' dada em setembro que ''recebia pedido de [br]todos os Estados''
- O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA

O site Veja.com publicou ontem à noite uma entrevista do ex-governador José Roberto Arruda em que ele afirma ter ajudado financeiramente a cúpula do DEM, partido ao qual era filiado até dezembro de 2009, quando estourou o escândalo de corrupção no Distrito Federal conhecido como "mensalão do DEM".

"Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os Estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos", disse Arruda. Segundo ele, o PSDB também foi beneficiado.

A entrevista, segundo advogados de Arruda, foi feita em setembro, antes do primeiro turno da eleição de 2010, à revista Veja, da Editora Abril, responsável pelo site. Procurada, a direção de Veja não respondeu à afirmação dos advogados até 0h15.

Conforme a entrevista, Arruda menciona ajuda ao hoje presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), ao ex-presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), e a outras estrelas do partido, como o atual líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), o senador Demostenes Torres (GO), o ex-senador Marco Maciel (PE) e o deputado Ronaldo Caiado (GO).

"Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir R$ 150 mil para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília", disse Arruda, de acordo com o site.

Arruda menciona também a ajuda ao DEM no Rio. "O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador."

Na entrevista, Arruda cita uma suposta reunião que teria ocorrido na casa de Marco Maciel, na presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e do ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause. O objetivo era discutir ajuda à reeleição de Maciel. "Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso R$ 150 mil por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, R$ 75 mil por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger", disse Arruda. Maciel não se elegeu.

O ex-governador afirmou que também favoreceu o PSDB, parceiro do DEM na eleição de 2010, quando o tucano José Serra formou chapa com o ex-deputado Índio da Costa (DEM-RJ). "No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções", afirmou.

Até o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi lembrado. "O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei", disse o ex-governador.

Arruda, que foi cassado e passou dois meses na prisão, dispara contra os citados: "Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo".

Defesa. O presidente nacional do DEM negou ao Estado ter pedido ao ex-governador ajuda financeira para a campanha de Micarla Souza (PV), em 2008. "Refuto completamente essas declarações. Repilo isso", disse Agripino. "Ele (Arruda) não tem o direito de colocar inverdades."

Já o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, reagiu com virulência. "É um bandido, um delinquente, um vagabundo", afirmou. O senador afirmou que vai processar Arruda. "Nunca tive um encontro reservado com esse vagabundo. Ele vai ter que provar o que disse. É um jogo de porco que ele (Arruda) quer para levar todo mundo para o chiqueiro", disse Demóstenes.

O presidente nacional do PSDB também negou qualquer ajuda. "Eu estive com Arruda algumas vezes, sempre tivemos relações cordiais, mas nunca recebi qualquer forma de ajuda financeira dele para campanhas do PSDB", disse Guerra.

Pela assessoria, o deputado Rodrigo Maia disse que a entrevista é uma "matéria requentada" e que todas as doações ao partido "foram feitas dentro da lei e estão a disposição do Tribunal Superior Eleitoral".

Cristovam Buarque negou também o recebimento de qualquer ajuda de Arruda. O Estado não localizou ontem o ex-senador Marco Maciel.

Fonte: Estadão