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14 de abr de 2011

Plebiscito do desarmamento pode ser cortina de fumaça na crise política do Brasil

BRASÍLIA - Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, a proposta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) , de um plebiscito nacional sobre o comércio de armas de fogo pode ser considerada "uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas". Na avaliação de Ophir Cavalcante, o que o paí­s precisa, na verdade, é de um plano nacional de segurança pública, de forma a combater o comércio ilegal de armas e munição, que é o grande propulsor da violência.

- Hoje, vive-se no Brasil uma verdadeira guerra civil urbana pela ausência de uma política clara, consistente e efetiva de combate á criminalidade e o tráfico de armas - afirmou, ressaltando que já houve um referendo em 2005 :

- O plebiscito pode ser uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas de segurança que devem ser enfrentados pelo governo, além de se constituir num desrespeito à vontade popular legitimamente expressada no referendo de 2005

Ainda segundo o presidente nacional da OAB, o governo precisa cuidar da questão da segurança pública como um problema social macro.

- É necessário um olhar nacional e global a respeito de uma política de segurança pública para nosso paí­s - finalizou Ophir.

A proposta de realização de um plebiscito em outubro próximo para que a população brasileira decida se apoia ou não a comercialização de armas de fogo e munição no país divide os partidos no Senado. Em debate, senadores alertaram para o fato de que aprovar o plebiscito pode ser uma decisão precipitada, sem condições de ser executada de fato ainda este ano. A oposição - PSDB e DEM - se posiciona contra a realização em outubro próximo. O lí­der do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), concorda com o plebiscito, mas só em 2012, alegando que não há previsão de recursos orçamentários para a realização este ano.

O presidente da Cãmara, deputado Marco Maia (PT-RS), mostrou contrariedade diante da proposta do presidente do Senado. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também se posicionou:

- A parte de desarmamento diz respeito á segurança, aos problemas do Ministério da Justiça. Se o Ministério da Justiça pretende ter o auxilio das Forças Armadas, aí é outra coisa. Mas a gerência e as decisões são com o Ministério da Justiça.

Na solenidade de instalação no Senado da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosério, defendeu nesta terça-feira a proposta para realização de um novo referendo popular sobre o comércio de armas .

Fonte : O Globo

Minha opinião pessoal (Erik) : Independente de que se defenda o desarmamento , quanto a posse de armas para certas pessoas, isso já foi decidido em plebiscito.

Mesmo que meu voto pessoal não seja acatado pela maioria da população, o que foi decidido, pela maioria da população, tem que ser respeitado!
Voltar de novo com uma petição só por causa de uma polêmica, de uma chacina localizada, não vai resolver o problema da segurança.

Voltar com uma petição dessas é vendar os olhos da população para problemas mais sérios que estão por vir.
Reparem só... Na época em que colocaram essa petição , era justamente numa época, delicada, que estava rolando a discussão da polêmica do mensalão no governo atual, e toda a população estava prestando atenção aos podres que estavam sendo levantados...
Ai coloca-se uma petição dessas, sem muita relevancia política com apelo ao sentimento social, para tirar o foco da população
E engraçado que é justamente nessa época, "DE REFORMAS POLÍTICAS, QUE PODEM MUDAR COM NOSSA DEMOCRACIA" que eles querem colocar, de novo, uma petição dessas de volta, para desviar o foco da população.

Os políticos sabem como desviar a atenção de sua população!!!

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